quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O papel da educação ante a conspiração imperialista mundial – Por José Cícero



Numa sociedade cada vez mais padronizada pela mesmice e o maucaratismo, que ser diferente, caso não queiramos nos deixar ser engolidos também por ela. Seria isso o que poderíamos muito bem denominar de postura ética sustentável.
Para tanto, é preciso saber exatamente quais as forças sociais e políticas responsáveis por este mecanismo padronizador da realidade. Este que a qualquer custo  por meio da ignorância tenta nos transformar em seres autômatos; meros consumidores passivos de métodos, ideais, projetos e outros artefatos afins. Estado puro e simples de alienação política e cultural. Numa espécie de “coisificação” de tudo o mais que nos diz respeito, enquanto entes sociológicos e políticos.
Num primeiro momento é preciso identificar qual o cenário real, no qual estamos inseridos. Depois, que espécie de projeto político e educacional “eles” nos oferecem e, em que sentido e a que preço todo o resto se processa. Projetos no mais das vezes, de feitio altamente conservador com pinta colorida e maquiada de moderno. Um grande engodo mercadológico com o propósito de dominação. No fundo, um instrumento de reprodução do status quo, aliado à tecnologia  como ferramenta de aprofundamento da mediocridade humana, enquanto espaço de exploração e lucratividade das elites.
Um projeto de alienação sofisticado que ora acontece em escala mundial, aliando tecnologia de informação a um verdadeiro deslumbre consumista. Algo sem nenhum paralelo na história humana. Um autêntico e literal neo-escravismo.
Tudo isso, portanto, faz parte de um plano global de domínio e exploração engendrado pelas mentes do mal que atualmente integram o chamado imperialismo do capital. De onde comandam o pensamento, até a vida e a morte dos seres humanos. De cima da torre do império “eles” dão ordem para o mundo. Somos, do ponto de vista da manipulação - os teleguiados do milênio...
Da mesma maneira que os colonizadores durante o nosso descobrimento enganaram os índios como bugigangas, espelhos e outros artifícios - estamos sendo ludibriados com um tipo de lavagem cerebral jamais vista. Basta observar o que acontece há tempo com o fomento das guerras, as leis, a ética, a moda, o gosto popular, o lazer, o entretenimento, os produtos industrializados, as doenças, os medicamentos, os novos hábitos, o aculturamento das nações etc. Nada disso é à toa. Tudo faz sentido.
Deste projeto planetário de conspiração dominante também fazem parte, além dos governos, as grandes corporações industriais e financeiras, as religiões(seitas), monopólios e oligopólios empresariais e os grandes aparelhos midiáticos do mundo inteiro. De onde também não estão isentos de culpabilidade os organismos internacionais a exemplo da própria ONU.
Com esta finalidade, criaram e executaram conceitos e propostas tidas como infalíveis, tais como a economia de mercado, a globalização, mercado de capitais, ciranda financeiras, paraísos fiscais etc. Ao ponto de até hoje quase ninguém ter coragem e disposição para combatê-las e criticá-las publicamente. Mais um ‘consenso de Washington’.
Enquanto isso continuamos como que congelados, a assistir a ascensão do caos e da barbárie em todo o mundo. Eis aí o grande exemplo efetivo da globalização da miséria. Posto que, nenhum cidadão em nenhuma parte da Terra pode está inteiramente seguro de não ser atingido por estas mazelas.
E desta maneira, a mediocridade agora virou regra de etiqueta. A política do faz de conta se fez hegemônica sob a batuta imoral da civilização da ignorância e do cinismo absoluto.
Eis a instituição implacável da força do poder e do dinheiro na sua versão mais perversa subjugando a inteligência em detrimento da moral, da ética e da própria vida do planeta quando não respeitam os ecossistemas. O crime e a corrupção são a bola da vez.  De forma que agora, os bens são quem fazem os homens de bem. Na mais completa e vergonhosa inversão dos nossos valores.
Há que nos distanciar o quanto antes deste estado de coisa. Quem sabe até mesmo por um dever de pura consciência. Mas é preciso ter coragem, fortaleza de espírito e uma consciência ética muito além da média.
Pensar diferente para agir com responsabilidade e compromisso holístico diante da vida e do cosmos. Não se deixar cooptar pelos fantasmas do consumismo e da corrupção moral, política e social.
Contudo, não haverá outra saída para os povos do mundo, senão por meio de uma educação verdadeira, justa e de qualidade. Além de respeitosa, revolucionária, eticamente diferenciada; alicerçado nos maiores princípios da vida.
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(*) Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Esporte
Aurora-CE.
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