sábado, 22 de dezembro de 2012

2013 – A chave do mistério – Por José Cícero

Prof. José Cícero
Estamos às portas de 2013. Uma pontinha de saudade já nos instiga a olhar para trás como quem indo embora resolve, pela última vez, espiar pelo retrovisor. De modo que, 2012 daqui a pouco será mais um pedaço de recordação, a compor de agora em diante o imenso quadro imaginário da nossa própria história. Uma lembrança agradável que acalentamos junto ao peito. Um fragmento de um tempo bom e memorioso que aos poucos, começa a escorrer por nossos dedos.
2012 foi assim: Por vários motivos, um ano altamente positivo e meritório. Uma sucessão de fatos e graciosos acontecimentos que animou tanto a alma, quanto o espírito de todos os humanos. O que na balança dos meses pretéritos, pesou mais para o prato das coisas boas e gratificantes. Quem sabe, uma oportunidade a mais a quem o imponderável da vida nos ofereceu como presente para que pudéssemos fazer algo de mais producente e relevante. Primeiro para nós, depois, para os outros e para o mundo numa perspectiva humana, cristã, espiritual e o mais holisticamente possível.
Um instante temporal de compreensão e aprendizagem para os que, mesmo se sentindo grandes, não perdessem a capacidade de que seria preciso ficar de joelhos para ver, sentir e compreender  quão árduo pode ser o cotidiano de sofrimento dos pequenos.
Temos, portanto, muito a comemorar por tudo que passamos no ano da graça de 2012. Pela chance que tivemos de fazer algo novo. Assim como, por tudo aquilo que efetivamente tentamos ou que, por algum motivo superlativo, adiamos e haveremos de concluir ou recomeçar no ano vindouro.
Somos todos gratos ao ano que se finda. Pela motivação de vontade, saúde e o otimismo que juntos alimentamos durante todo este tempo. Pela força imensurável da esperança que plantamos como sementes de amanhãs possíveis semeadas no solo fértil dos nossos corações românticos e adolescentes. Criando assim as condições necessárias para o surgimento de um futuro cada vez melhor de  bonança, de amor e de fartura.
Razões que nos animam a prosseguir sempre em frente, lutando e acreditando no sonho de viver, tanto quanto na utopia de vencer, assim como no inusitado divino do ano-novo. Estamos a um passo de 2013. Uma saudade já nos bate a porta e o peito. E com a alma transbordando de desejos e de felicidades haveremos de dividir nossos sonhos com todos aqueles que, ocasionalmente, afirmam não ter nenhum motivo para sonhar. Os que não têm forças para acreditar.
Mas há que confiar numa mudança possível. É preciso ter fé e cantar. É preciso acreditar que a ordem natural das coisas e dos acontecimentos depende de cada um de nós. Eis a chave do mistério – quem sabe, a alma ignorada de todos os fenômenos humanos e universais.
2013 será uma criança. Um recém-nascido à mercê dos nossos redobrados cuidados. Posto que nenhum ano, em qualquer momento da história, pôde ter sobrevivido como um ano bom, sem carecer do devido e imprescindível carinho, como da atenção dos seres humanos. Somos, por assim dizer, pais, mães e filhos do ano-novo que se avizinha. Visto que todo ano é gestado dentro de nós. Em nossos corações. Acreditemos então. Alimentemos o nascimento deste novo ano com a energia  que emana do nosso otimismo, alegria e contentamento.
Tratemos com zelo e com carinho este ano quem vem vindo. Porque ele é um importante produto de nós todos. Nosso filho mais recente. Um projeto sentimental, cronológico e humano de cunho eminentemente coletivo. O ano-novo não existe senão por nossas emoções e sentimentos mais fortes e decididos. O ano não está em nenhum lugar no mundo, senão dentro de cada um de nós. Por isso gritemos bem alto para que o próprio Deus nos escute.
Viva 2013! Obrigado 2012 por estarmos vivos... E por não ter permitido que o mundo tivesse acabado ingratamente neste dezembro.
Sobrevivemos e sobrevivamos. E por fim, o mundo certamente durará para o todo e sempre. Que nos venha 2013...

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José Cícero
Secretário de Cultura, Turismo e Desporto.
Aurora - CE.

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