sábado, 10 de novembro de 2012

Ao aniversário dos 129 anos da cidade de Aurora

Por José Cícero*


Casarão do Cel. Xavier edificado em 1831 ao lado da matriz
Quanto mais o tempo passa, mais Aurora – a rainha do Salgado se parece cada vez mais jovem, bela e radiante. Orgulho imortal de todos os aurorenses. Namorada e amante dos poetas grandiloqüentes. Jovem debutante em seus arroubos juvenis qual donzela adolescente sonhando em seus delírios amores eternos. Musa poética debruçada em madrigais profundos. Terna flor do verde mato silvestre dos tabuleiros e dos baixios férteis da ribeira. Sombrosos arvoredos ribeirinhos de todos os frescos riachos salgadianos. Sol matutino, qual candeias de anjos gigantes a iluminar o mundo com seus sorrisos. Utopia incansável dos que acreditam sempre no amanhã vindouro. Riso de menina elegante a contemplar o sol nascente sobre as serras e as campinas do Araripe horizonte.
Aurora – jovem mulher. Aconchego saudável e aprazível de todos os visionários viajantes.
Aurora – para todo e sempre. Mãe dos retirantes. Sopro de vida feliz. Aventureira lida dos que amam desmedidamente... Sustentáculo de fé no onipotente. Espetáculo estético sul cearense, expresso ante a exuberância natural dos ecossistemas caririenses. Fauna e flora, bela e exuberante. Beleza rara, qual paisagem pintada pelas próprias mãos de Aldemir. Poema singelo e estonteante de Serra Azul. Crônica edificante de Hermenegildo de Sá Cavalcante. Escultura do Nêgo como índia-kariri dançando a canção de Alcymar... Sermões de padre Luna e padre França. Inesquecível violão de Joaquim Paulino.
Aurora – aceno de quem sempre volta ao mesmo ponto eqüidistante. Celeiro dos imortais artistas e dos que sonham sempre com os dias novos e manhãs elegantes. Solo sagrado dos que semeiam e plantam as sementes das manhãs possíveis. Terra natal dos violeiros e trovadores. Cancioneiros e boêmios antigos. Paixão que nunca cessa nos corações dos homens valentes e destemidos. Vontades invencíveis, sonhos e desejos superlativos . Rio represado que temos no peito. Correntezas de bondade e hospitalidade tradicional dos aurorenses.
Aurora - face iluminada das crianças. Abraços fraternos de todos aqueles que amam de verdade a sua terra-mãe. Aurora – sol diário nascendo cotidianamente sobre os montes horizontes. Raios de grandeza e de bondade. Singela, aprazível e altaneira: Aurora – presente do Salgado - o rio mais doce do mundo. Orgulho cívico que alimentamos desde menino. Sagrado chão em que nascemos...
Aurora a que todos amamos... Passado que nunca passa simplesmente. Doces relembranças dos tempos idos. Sinônimo de futuro e esperança animando o coração da sua boa gente. Aurora – antiga Venda. Cidade, município sul caririense. Pérola valiosa das minas do Coxá guardada com carinho no velho baú do mestre Benedito.
Sol de ouro. Lenitivo e paz para nosso espírito altivo e de bonança. Aurora: Menina-mulher a iluminar com seus olhos de otimismo nosso semblante. Berço de grandeza e de felicidade. Aurora de toda a vida e que, malgrado fazer agora neste dia 10 de novembro 129 anos, permanecerá lindamente indelével e rejuvenescida, muito eternamente...
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(*)José Cícero
Secretário de Cultura, Turismo e esporte
Aurora-CE.
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Um comentário:

vanilda disse...

Parabéns!!! Minha, sua, nossa Aurora!
Felicidades para todos que com muito carinho e dedicação, fazem deste momento a mais linda e perfeita FESTA... Presente que com certeza, ficará para sempre,na memória de cada aurorense. Oh Linda Aurora!
Vanilda- São Paulo (aurorense)

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