quarta-feira, 6 de março de 2013

Hugo Chávez: uma voz latinoamericana que não se calará tão fácil...

Por José Cícero*


Desde que foi anunciada a doença do presidente venezuelano Hugo Chávez que a direita internacional em festa, vinha torcendo pela sua morte. Tanto que, em verdadeiro frenesi, o matara tantas vezes de modo antecipado, dadas as notícias fajutas e mentirosas plantadas e divulgadas pela imprensa podre das Américas e de todo o mundo. O que também não foi muito diferente do que ocorrera com Fidel Castro.

Imprensa esta, que há muito faz parte do chamado consenso de Washington, e que portando escreve, pensa e fala por meio das agências de notícias internacionais, ou seja, pela boca voraz e interesseira do imperialismo tendo a frente os Estados Unidos das Américas. De modo que, desta mídia marrom rezando na cartilha  imperialista não poderíamos esperar outra coisa,  senão uma campanha histórica de ataques e inverdades acerca do governo progressista de Hugo Chávez, assim como de todos aqueles que não se afinam com a política espoliativa dos EUA não apenas na América Latina. Como é o caso de Fidel e Raul Castro em Cuba, Evo Morales na Bolívia, José Mujica do Uruguai, Rafael Correa no Equador, Daniel Ortega na Nicarágua e até Dilma e Lula no Brasil lideranças populares que colocam em risco o velho plano de dominação e exploração da economia latino-americana, do Caribe e de todo o povo oprimido do planeta.

Uma verdadeira conspiração que a imprensa faz de tudo para que não saibamos a verdade. Razão pela qual tentam passar a alcunha de ditadores para todos os que não aceitam esta política espúria, alienígena, mentirosa e sanguinolenta imposta pelos que querem a todo custo dominar o mundo. Como se o modelo neoliberal que eles propõem e estabelece seja de fato liberdade democrática.

Eis a razão do ódio e de toda sorte de mentiras divulgadas contra o grande líder venezuelano – artífice da chamada revolução bolivariana, cuja ascensão e popularidade incomodavam além da conta, os abutres da economia, do petróleo e da libertação dos povos.

Mesmo com a ferrenha oposição da imprensa capitalista e dos EUA, o que Chávez dizia repercutia. E isso incomodava sobremaneira os seus adversários. Era, portanto, a grande voz dos oprimidos e explorados do mundo. Um dos poucos a  ter  coragem  de criticar abertamente onde quer que fosse, inclusive no plenário da ONU a política belicista, cínica, antidemocrática e exploradora dos EUA.

Não somente a América Latina, mas o próprio movimento mundial de luta em favor da autonomia dos povos ficaram mais pobres diante da morte de Hugo Chávez ocorrida no dia de ontem aos 58 anos. Mas, não há razão para tristeza, posto que Chávez viverá,  enquanto houver um povo, um país, um continente dominado e explorado pelas forças do mal.

Mas Chávez não incomodava apenas pela maneira ousada de criticar os inimigos do povo e da democracia planetária, mas inclusive pelas ações desenvolvimentistas implantadas na Venezuela como forma de melhorar a vida do seu povo e fortalecer a soberania daquele país.

Só à título de  exemplo: Antes de Chávez, a Venezuela mesmo sendo a maior potência petrolífera das Américas sequer podia estabelecer livremente o preço do seu próprio petróleo ante a cotação no câmbio internacional. Havia, portanto, a ingerência dos EUA. Havia um milhão de meio de analfabetos, quase metade situada abaixo da linha de pobreza, além de dois terços das suas crianças fora da escola pelo fato de não possuírem documentação ou registro cidadão. Os recursos do petróleo não refletiam na economia local. Ganhou quatro eleições consecutivas, sendo inclusive, o único presidente em todo o mundo a colocar o seu cargo em julgamento popular por meio de um plebiscito, obtendo pouco mais de 60% de aprovação popular. Saiu inclusive fortalecido de um golpe arquitetado pelos seus inimigos ianques.

Indubitavelmente, por meio de Chávez, a Venezuela ganhou além de respeito, soberania e projeção internacional, entrando assim literalmente no mapa da importância geopolítica das Américas, bem como na pauta da agenda internacional.

Chávez fará sim falta, não somente ao povo Venezuelano como a América Latina em geral. Por outro lado, aos capitalistas  do planeta como ainda ao empresariado capachos dos EUA, é óbvio que não.

Hasta la victoria siempre, comandante!
Viva a revolução socialista!

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 Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo
Aurora - CE.

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Foto ilustrativa: do Facebook 
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