domingo, 9 de janeiro de 2011

O Mundo não é um parque de diversão!

Por José Cícero
Engana-se que pensar que o mundo é uma colônia de férias! Como também estão redondamente enganados os que simplesmente imaginam ser a vida, um advento apenas destinado para o ócio, o gozo mundano, o consumismo exacerbado, o luxo e a apropriação de riqueza, aliada ao desejo de poder, dentre outras enganações que lhes propõe o universo material.
A vida, decerto, tem um propósito muito mais profundo como destinação ao aprimoramento humano em consonância com o mundo espiritual. Para viver a perfeição foi que a vida foi um dia criada. A vida que dispomos hoje e, como tal se percebe, é algo muito mais complexo com desdobramentos intimamente ligados a outras esferas, outros planos e inteligências superiores. Posto que concentra nos seus desideratos mais sutis, significados muito mais elevados, quer sejam o da interligação com outros mundos e outras existências atemporais em torno das quais estamos todos, de algum modo, superlativamente inseridos.
A vida que temos, portanto, é todo um prolongamento de outras vivências pregressas que como dádivas ou necessidades, fomos agraciados com mais um momento carnal para que possamos depurar todas as nossas ações comportamentais do passado.
A Terra - não tenhamos dúvidas é, com todas as letras, um ambiente de absoluta expiação. Na qual cada ser humano teve um dia seu quinhão de oportunidade para sanar as dívidas que contraíra no decorrer da sua existência pretérita. Algo a que todos deveriam agradecer e mais que isso: aproveitá-lo de uma maneira mais inteligente e fraterna. Pois não é tarefa fácil garantir uma segunda chance.
As oportunidades, como sabemos, até na vida material, nem sempre ocorrem por mais de uma vez. Razão pela qual é mister aproveitá-la agora, de bom avilte, isto é, na construção do bem, da mancietude, da tolerância e do amor ao próximo. O mundo de expiação, não obstante toda a indiferença e a ignorância da maioria das pessoas pelo planeta afora, evidencia em última instância, o quão transitório é a realidade que vivemos, seja ela de conforto, comodismo, de agruras ou sofrimento. Viver é uma missão que recemos dos espíritos superiores no sentido de que possamos saldar todas as velhas dívidas que acumulamos noutras existências...
A preguiça dos que se sentem ricos demais para o trabalho e que não se compadecem com a miséria humana é um mal que não tem tamanho. Um peso que pouco a pouco se edifica sobre suas cabeças ocas, cheias de bichos e demônios. Uma dívida a mais que se contrai no momento, cujos juros altíssimos deverão ser cobrados um a um na posteridade.
A vida que agora dispomos é uma graça divina que recebemos, com o único fito de nos redimir de tudo aquilo que fizemos de ruim em algum lugar remoto do nosso passado. Por isso, se faz necessário que nos ocupemos com o trabalho; dedicando parte importante do nosso tempo para a lida do bem, assim como para o exercício do amor verdadeiro e da caridade humana como verdadeiros bálsamos para a alma e o espírito.
Como dizem, "quem dá aos pobres, empresta a Deus". E a este ditado popular acrescentemos: 'quem se preocupa e pratica a caridade em favor dos pobres e miseráveis da vida acumula verdadeiros bônus espirituais para o seu próprio evoluir'.
Pois, como certa feita diria Alan Kardec; nestas duas premissas cristãs é que se assenta toda salvação possível que existe. Somos todos, por excelência divina, espíritos inacabados, remanescentes de outros mundos e outras vidas ainda mais rudimentares e atrasadas. Destarte, somos frutos e produtos, por assim dizer, de sucessivos processos reencarnacionistas. E espíritos de luzes, da nossa família universal estão a nos acompanhar pelas existências afora.
Por conta disso tudo, urge que aproveitemos esta passagem na Terra para a tessitura da bondade plena e da compaixão sincera em favor de todos os irmãos viventes(seres humanos e animais, inclusive) nossos companheiros de caminhada e expiação buscando a luz da perfeição.
Portanto, não nos esqueçamos jamais de que nem o mundo terreno e, tampouco a vida que ganhamos de presente poderão ser trannsformados em meros parques de diversão ou quem sabe, numa enfadonha colônia de férias. Pois ambos são, verdadeiras oportunidades que tivemos para nos depurar espiritualmente e assim, ascender novos degrais na seara universal de Deus. Sejamos escravos da nossa consciência na defesa do bem e não do dinheiro.
Esta é a nossa chance!
A todos os confrades e irmãos
do Kardecismo aurorense.
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(*) Prof. José Cícero
Secretário de Cultura
Aurora-CE.
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