terça-feira, 6 de janeiro de 2015

TALVEZ...

Quem sou, não sei.
Não há sequer agora
quem me chame...
Não sei mais meu nome
e talvez,
eu nunca jamais saberei.
Não só me basta um nome.
Sou um homem.
Vivi para esquecer
do que fui
e do que efetivamente vivenciei.
Tudo o mais que sobrou de mim
foi esta vontade de viver
a qualquer custo
ou a qualquer preço.
Nada eu fui...
Não sou. Não sei.
Nunca saberei, 
talvez.
Nem me interessa mais
viver nada do que eu fui,
mais uma vez.
Porque nada do que eu fui
eu sei.
Apenas que sobrevivi,
é tudo que sei,
talvez.
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J. Cícero/2015
Aurora - CE.

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