sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dio André - Artesão inigualável d'Aurora*

Homenagem ao mestre Dil André - falecido em Aurora na manhã desta sexta-feira, dia 15 de novembro*
Dil André no seu ateliê na sede da Secretaria de Cultura  em  2010
Dil André com diretores da AFA na sede da Secult-Aurora 2010
Dil André com JC e representantes da CEART-CE, na  Secult-Aurora 2011

 (*)Artigo publicado originalmente no jornal do Leitor(O POVO) e site Aurora em 2011.

'Dil André: Um artista na expressão mais lídima do termo...' Em vários momentos fotográficos na sede da Secult-Aurora


Dio André é um mestre em tudo que faz. Seu trabalho com a madeira tem o magno toque da perfeição dos deuses. Toda a beleza que possui a nobreza dos renascentistas. A precisão dos grandes artistas grego-romano, misturada a ousadia dos que se aventuram sempre a encontrar os caminhos que nos levem a perfeição do belo.

Luiz André Avelino, ou mais simplesmente Dio André. Para muitos, o Dio do Araçá, da beira da linha. Uma figura modesta, sem muita expressividade para os menos atentos ou para os que não o conhecem na sua verdadeira dimensão do seu potencial artístico e humano. Ou ainda no seu mais autêntico ofício de artesão-carpinteiro. Mas, digamos que Dio André, existe na arte que faz e sobrevive, quase sempre por conta dela. Dio André é por assim dizer, o senhor de si mesmo, enquanto fazedor de mundos, de momentos, de atos especiais, de ilusões e de fantasias, numa espécie de realismo fantástico por intermédio do qual viver e a um só tempo, anima e dá sentido ao mundo dos sentidos e a vida como um todo. Sua lida, portanto é com a própria arte. 
Tudo aquilo cujo ato da criação por algum motivo deixou pela metade... São tantas as definições possíveis para este homem múltiplo, cujo semblante denuncia um eterno momento, uma vivência de solidão. Ou quem sabe, tão somente um artista na expressão  lídima do termo, a partir do contexto e do conceito do mais puro movimento de energia criativa e inventiva.
Estas são apenas algumas, dentre tantas as definições artísticas possíveis para aferirmos na sua complexidade estética, todo o grau da arte que o mesmo domina com a mais pura maestria e substantiva perfeição das formas com que só ele consegue, quase sempre plasmar o seu trabalho magno e  sui generis. Quer seja com a madeira ou outros materiais destinados à reciclagem também daquilo que a nossa visão entende como belo e maravilhoso.

Seu talento com as miniatura de carrinhos de brinquedos, por exemplo, é algo por assim dizer, fora do comum, dado que beira às raias da perfeição. Os detalhes conferido as suas peças( quase sempre carro antigos e locomotivas da famosa RVC como retratos da sua infância...) são coisas simplesmente impressionantes, maravilhosos... Fatos a inebriar nossos olhos e pensamentos. Algo que cativa desde as crianças aos adultos... Mesmo aqueles que quase nada conseguem compreender acerca do verdadeiro valor que concentra a arte na sua integralidade real, concreta e conceitual.

Dio André, é um mestre em tudo que faz. Seu trabalho com a madeira tem o nobre toque da perfeição só concedia aos deuses. 
Toda a beleza que possui( por assim dizer) a nobreza dos renascentistas. A precisão dos grandes artistas grego-romano, misturada à ousadia dos que se aventuram sempre a encontrar os caminhos que nos levem a perfeição do belo como igualmente a uma melhor compreensão do mundo.
Dio André, um artesão, cuja linguagem vai muito além das mesmices, dos copiadores, do mau gosto. 
Um verdadeiro idioma por meio do qual os deuses da arte e da poesia mantêm contato permanente com os construtores da fantasia e da felicidade humana, cuja matéria-prima sempre será a tessitura do verbo por meio do fazer cultural e da compreensão do contentamento visual, daquilo cujos sentidos aguçados acostumaram a vislumbrar como sinônimo do belo, do geométrico tudo à serviço da perfeição.

Em uma palavra: Dio André foi simplesmente um mestre agora, a ocupar definitivamente o rol dos grandes artistas da história aurorense.
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José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo
Aurora - CE.
(*) Artigo publicado originalmente no jornal do Leitor(O POVO) e site Aurora em 2012.

Fotos  Arquivo - Secult-Aurora.
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