segunda-feira, 18 de junho de 2012

RIO+20 E MENOS SOLUÇÕES ?... Por José Cícero*

Com a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a chamada RIO +20, que ora acontece no Brasil(RJ) está sendo possível perceber que a questão ambiental em escala planetária, a despeito do seu atual estágio beirando perigosamente os limites da catástrofe ainda não constitui uma preocupação mundial. Além da falácia e dos discursos, como se ver, a crise econômica da Europa por exemplo ocupa muito mais espaço nas agendas dos governos e na mídia marrom em suas agências internacionais do que mesmo o caos anunciado das mudanças climáticas e a devastação dos ecossistemas da Terra.
Na prática, há uma absurda indiferença, principalmente por parte das nações do chamado 1º mundo e/ou em desenvolvimento(como queiram), encabeçadas justamente pelos maiores poluidores do planeta, a começa pelos Estados Unidos, Grã-bretanha, Rússia, Japão, França e China dentre outros. Na maioria implacáveis destruidores dos ecossistemas da Terra e dos seus próprios recursos naturais e, que portanto, ainda insistem em querer dá ordens ao resto do mundo. Mas como se ver, não têm moral para nada disso. Ainda por cima, como se não bastasse, se mostram contrários a quase todos os tratados, metas e recomendações(quer sejam da ONU ou não) que tenham como metas reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera, causadores do efeito estufa e seus terríveis desdobramentos.
Há por conseguinte e infelizmente, uma forte resistência por parte da maioria das nações ditas desenvolvidas, quanto a criação de possíveis mecanismos e/ou exigências que visem conter a exploração desenfreadas dos recursos naturais, os atuais índices de poluição, mudanças de paradigmas com vistas a adoção de um desenvolvimento sustentável, dentre outras ações que se mostram necessárias e inadiáveis para a conservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
De modo que, quanto mais tecnológicamente desenvolvido o país, mais resistente em relação as medidas e as metas a serem alcançadas na questão ambiental. Então, como poderá ocorrer a implantação de um desenvolvimento sustentável quando os maiores destruidores da natureza se recusam terminantemente em cumprir tais resoluções? Ninguém quer abrir mão dos seus atuais padrões de vida econômica, mesmo sabendo que é algo altamente predatório e deletério para o futuro das novas gerações. Mesmo sabendo que o planeta está se exaurindo diante do consumo exacerbado e do alto grau de desperdício e poluição.
Contudo, haveremos de convir, se levarmos esta plausível incompreensão para o nível individual constataremos que, o que ora acontece no geral, também ocorre na esfera particular/pessoal. Senão vejamos: quem por mais informado e educado dos brasileiros está de fato preocupado e fazendo a sua parte quanto a questão ambiental? Quem abrirá mão do seu padrão de conforto e de consumo às vezes supéfluo, do seu automóvel poluídor etc. Quem está sequer dando bola para a questão do lixo, do desmatamento, da degradação ambiental, da escassez da água ou mesma para a necessidade de uma mudança efetiva em relaçãop ao meio ambiente? Quem se dá ao exemplo na sua praxe cotidiana? Vejamos o nível de adesão e engajamento das instituições públicas em geral e das escolas em particular? Porém, a questão por que passam os ecossistemas terrestres é muito mais grave do que os nossos cientistas, na sua grande maioria atrelados ao sistema, querem nos dizer.
Então, como continuar acreditando numa Rio+20 como saída para uma solução possível? Ou mesmo numa mudança razoável dos nossos atuais padrões antrópicos se falta a adesão mínima necessária para tanto? Fica portanto, a impressão de que todos estes que relutam em não aceitar tais providências ecológicas, de que são capazes se alimentar de dinheiro. De que poderão sobreviver apenas de tecnologia, bens de consumo duráveis e queimando combustíveis fósseis pela vida inteira.
Triste também é a constação de que a imprensa mundial e até mesmo a do Brasil fazem um verdadeiro boicote a esta convenção do Rio de Janeiro. Uma prova de que defendem outros interesses que não o da vida humana, assim como das espécies biológicas do planeta. Como se explica, os temas debatidos na Rio+20 ser menos importante do que a Eurocopa, o campeonato brasileiro de futebol ou mesmo as novelas da TV? Vejam o tamanho do espaço que a mídia tem dedicado à Confência das Nações Unidas? Desde o protocolo de Kyoto e a Rio-92 que nada de significativo aconteceu no que tange, sequer as reduções dos níveis das emissões de gases poluentes que são jogados na atmosfera.
Até agora são tímidas demais as discussões ocorridas na Rio+20. Quem sabe a partir de quarta-feira com a chegada dos chefes de Estados oriundos de várias partes do Globo, coisas novas e satisfatórias possam ocorrer e, que alimentem de esperança e otimismo o texto final. Afinal, não custa nada acrediarmos mais um pouco ma consciência humana, visto que dessas declarações de intenções dependerá e muito, o futuro da Terra e das novas gerações vindouras.
Façamos, mesmo que diminuta a nossa parte, que no conjunto do bioma em geral poderá fazer a diferença.
É preciso, hoje mais do que em qualquer outro momento da história, cada um de nós possa exercitar sua consciência ecológica de um modo o mais prático possível, como algo fundamentalmente importante e decisivo para a posteridade dos que virão despois de nós.
A vida do planeta está por um fio e não cabe mais protelações insensíveis e indiferentes quanto a necessidade de ações preservacionistas em relação à natureza e os recursos naturais.
Ou faremos agora, ou haveremos de conhecer o mesmo fim trágico que tiveram os dinossauros.
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Prof. José Cícero
Secretário de Cultura
Aurora-CE.
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