sábado, 7 de agosto de 2010

Ultimados os preparativos para o Cariri Cangaço 2010

Foto: JC-Seculte: porão seco do açude velho. Sítio Tigre(Malhada Funda) de Aurora onde passou Lampião com seu bando em 1927
Estão abertas as inscrições para o Cariri Cangaço 2010, que será realizado entre os dias 17 e 22 de agosto, nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha e AURORA, que fazem parte da história do cangaço.
Em sua 2ª edição, o evento terá um conjunto de 16 conferências e debates, abordando temas ligados à historiografia nordestina que envolve coronéis, beatos e cangaceiros, distribuídos durante o período de realização do Cariri Cangaço. O evento acontece no âmbito das comemorações dos 72 anos da morte de Lampião, que foi assassinado, no dia 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.
No último dia 26, foi aberta nas cidades de Canindé de São Francisco (SE) e Piranhas (AL) a Semana do Cangaço, que tem como objetivo divulgar a História do Cangaço e suas diversas formas de contribuição para sociedade sertaneja nordestina. O evento contou com palestras, shows artísticos, oficinas e a participação de pesquisadores do tema "Cangaço e remanescentes de Lampião".
A programação terá prosseguimento no Cariri com a realização do Cariri Cangaço, apontado pelos historiadores como o maior evento do gênero do Brasil. Este ano, os promotores do evento pretendem duplicar tanto o número de inscrições quanto de conferencistas.
Programação
De acordo com o coordenador do encontro, Manoel Severo, está confirmada a participação de 86 pesquisadores, escritores, professores de várias áreas, além de artistas, cineastas, documentaristas, fotógrafos e jornalistas. As inscrições podem ser feitas por e-mail para o fichacariricang@hotmail.com. No e-mail deve haver nome do inscrito, telefone, endereço e-mail e atividade profissional.
Em sua primeira edição, ano passado, o Cariri Cangaço reuniu 79 personalidades do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao Nordeste e ao cangaço. "Recebemos 197 participantes de 12 Estados da federação", diz Manoel Severo, coordenador do encontro, lembrando que foram relacionados mais 1.500 participantes dos municípios promotores.Durante seis dias, foram realizadas 19 conferências, seguidas de debates, 21 visitas técnicas e 23 apresentações artísticas. Na oportunidade, foi inaugurada a I Mostra de Cinema e Vídeo Cariri Cangaço e lançada a I Latada do Livro Cariri Cangaço, além do lançamento de seis novos livros de escritores dos Estados de Pernambuco, Ceará, Distrito Federal e Minas Gerais.
Este ano, será cumprida uma programação plural, dinâmica e universal, que contará com a participação de personalidades locais, regionais e nacionais do universo da pesquisa e estudo dos assuntos ligados ao cangaço, tradições e histórias do Nordeste, garante o coordenador do encontro.Pesquisa acadêmicaA partir da Universidade Regional do Cariri (Urca), parceira do evento, o Cariri Cangaço - Coronéis, Beatos e Cangaceiros, promoverá também um grande painel de apresentação de trabalhos acadêmicos, de participantes de todo o Brasil, sobre a temática do encontro. Será apresentada a II Mostra Cariri Cangaço de Cinema, Vídeo e Documentários, possibilitando aos participantes uma maior interação com a temática a partir dos trabalhos apresentados.
Será montada também este ano uma "Latada do Livro Cariri Cangaço", onde os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com as principais obras literárias sobre a presença dos cangaceiros no sertão nordestino.Durante o II Grande Salão Cariri Cangaço, será lançado oito novas obras literárias sobre a temática de autores de todo o Nordeste e também do Estado de São Paulo. A programação será intercalada com 17 apresentações artísticas, com as mais significativas manifestações culturais e folclóricas de toda região do Cariri, das áreas das artes cênicas, música e cultura popular.
Fique por dentro:
História do cangaço
O movimento surgiu no século XVII, no Estado de Pernambuco, permanecendo por quase 200 anos como uma saída para jovens sertanejos ávidos por justiça e aventura, como também um grande problema para autoridades nordestinas encarregadas de debelar o banditismo rural. Várias personagens fizeram parte desta história recente do Brasil, que teve como cenário o sertão nordestino, dentre eles Jesuíno Brilhante, Adolfo Meia-Noite, Lucas da Feira, Antonio Silvino, Sinhô Pereira, Lampião e Corisco, além de volantes (policiais) e coiteiros (informantes dos cangaceiros).
Um dos fatos mais importantes da história do cangaço foi o surgimento de Virgolino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, que se tornou uma lenda viva do Nordeste das décadas de 20 e 30 do século XX, além de ficar conhecido mundialmente através da imprensa nacional e estrangeira. Com a morte de Lampião, Maria Bonita e mais nove companheiros, em 28 de Julho de 1938, na Grota de Angico, o cangaço praticamente teve seu fim. Passados 72 anos da morte de Lampião, o cangaço nos dias atuais é considerado um fenômeno social que mudou a face do sertão nordestino em vários aspectos dentro da formação da sociedade nordestina.
Fonte: Diário do Nordeste
Foto JC/Aurora-Sculte.
MAIS INFORMAÇÕES
Centro Cultural do Araripe(88) 3523.2365
Produção Cariri Cangaço
http://www.cariricangaco.com/
Secretaria e Cultura, Turismo e Desporto(Seculte-Aurora) www.seculteaurora.blogspot.com
*********
N.R .: DIA 21 DE AGOSTO....
Este ano o evento acontece também na cidade de Aurora em dois momentos:
1- pela manhão na sede -Após a visitação aos pontos históricos do cangaço acontece no salão Paroquial às 9:30h palestra sobre os 83 anos da passagem de Lampião por Aurora proferida pelo secretário de Cultura José Cícero.
2- A tarde 14:h no distrito do Tipi - palestra sobre Marica Macedo, proferida pelo Dr. Vicente Landim de Macedo.

2 comentários:

LIVRO DIGITAL - LUIZ DOMINGOS DE LUNA disse...

A saga do cangaço nordestino, via de regra, é feita para atender a um consenso já previamente estabecido, pela historiografia Oficial, ao fugir desda mesmice, os pesquisadores são literalmente torturados pelos donos da epistemologia Genética do Cangaço nordestino, logo, todo fato novo é motivo para um imbróglio generalizado por parte dos que se consideram os donos da história.
Á linha pensamental do Cangaço é toda feita por interesses que forma um contúdo historico não aos fatos, mas a uma históia que beneficei a Dualidade, assim, o controle histórco sempre nas amarras dos que são afavor ou contra, quebrar esta doutrina nefasta é ser um conspirador, um falsário, um embusteiro, outrossim, a leitura da epistemologia, com seriedade, se verifica que pouco se tem esclarecido sobre o cangaço, ao contrário, as dúvidas são a força motriz, diria, que já existe, uma industria do Cangaço, não comprometida com a história, mas sim com o crescimento desta propria industira cultural.
O Secretário de Cultura de Aurora, professor José Cicero da Silva, uma abnegado pela história, como o retrato dos fatos, com de fato e de direito aconteceram, e, com o compromissso histórico impregnado na sua alma, deverá sofrer muito, pois a sua lisura intelectual, jamais o transformnará em um subserviente de um formato ja previamente estabelecido, assim como a SECULTE de Aurora, bem como a Revista Aurora.
Com forma de protesto, a formatos de consenso já previamente estabelecidos, eu usarei apartir de hoje o silêncio como uma forma de protesto e a minha ausência fisica a esta forma de juizo que é senha para ser estudioso do cangaço nordestino.
Bem como, tenho certeza de que os fatos aurorenses tão bem guardados na memória dos querido povo de Aurora seja, finalmente respeitado, impresso, registardo e publicado para o mundo.

Creio piamente, que o nosso secretário de cultura não irá ser curvar a industria do Cangaço e colocar Aurora apenas como uma cidade secundária no cangaço nordestino, apenas para beneficiar o famoso consenso geral.
Crei o que o meu silêncio obsequioso, e a minha ausência a estes eventos, não seja uma forma de continuar a industria do cançaço, mas sim, colocar Ordem, prumo , historicidade a um periodo importante para a historiografia nordestina

LIVRO DIGITAL - LUIZ DOMINGOS DE LUNA disse...

A saga do cangaço nordestino, via de regra, é feita para atender a um consenso já previamente estabecido, pela historiografia Oficial, ao fugir desda mesmice, os pesquisadores são literalmente torturados pelos donos da epistemologia Genética do Cangaço nordestino, logo, todo fato novo é motivo para um imbróglio generalizado por parte dos que se consideram os donos da história.
Á linha pensamental do Cangaço é toda feita por interesses que forma um contúdo historico não aos fatos, mas a uma históia que beneficei a Dualidade, assim, o controle histórco sempre nas amarras dos que são afavor ou contra, quebrar esta doutrina nefasta é ser um conspirador, um falsário, um embusteiro, outrossim, a leitura da epistemologia, com seriedade, se verifica que pouco se tem esclarecido sobre o cangaço, ao contrário, as dúvidas são a força motriz, diria, que já existe, uma industria do Cangaço, não comprometida com a história, mas sim com o crescimento desta propria industira cultural.
O Secretário de Cultura de Aurora, professor José Cicero da Silva, uma abnegado pela história, como o retrato dos fatos, com de fato e de direito aconteceram, e, com o compromissso histórico impregnado na sua alma, deverá sofrer muito, pois a sua lisura intelectual, jamais o transformnará em um subserviente de um formato ja previamente estabelecido, assim como a SECULTE de Aurora, bem como a Revista Aurora.
Com forma de protesto, a formatos de consenso já previamente estabelecidos, eu usarei apartir de hoje o silêncio como uma forma de protesto e a minha ausência fisica a esta forma de juizo que é senha para ser estudioso do cangaço nordestino.
Bem como, tenho certeza de que os fatos aurorenses tão bem guardados na memória dos querido povo de Aurora seja, finalmente respeitado, impresso, registardo e publicado para o mundo.

Creio piamente, que o nosso secretário de cultura não irá ser curvar a industria do Cangaço e colocar Aurora apenas como uma cidade secundária no cangaço nordestino, apenas para beneficiar o famoso consenso geral.
Crei o que o meu silêncio obsequioso, e a minha ausência a estes eventos, não seja uma forma de continuar a industria do cançaço, mas sim, colocar Ordem, prumo , historicidade a um periodo importante para a historiografia nordestina

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