quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um Artigo: Uma Provocação!

QUAL O MAIOR DOS MENTIROSOS?

Por José CíceroQual o maior dos mentirosos?
Aquele que ao mentir para todos os demais e todo o resto, termina inapelavelmente por enganar a ele próprio. Vítima do seu próprio invento todo mentiroso é um suicida e, por conta deste seu proceder idiota, um literal defunto.

Um cadáver andante. Um morto-vivo inutilizado deliberadamente para a ética e a moral que rege o mundo. Um imenso vazio de confiança e de verdade. Mas ele sonha a todo custo ser político. Uma liderança... Um singular espécime de sociopatia: uma doença.

Ademais, de tanto fazer uso do expediente espúrio da mentira, de algum modo estranho e bizarro, como por castigo, passa a acreditar naquilo que criou enquanto embuste. Toda a mentira é seu trunfo. Um indolente sofrendo por si mesmo as dores oriundas dos seus pecados inomináveis.

Razão pela qual, diria que todo mentiroso é um moribundo em seus percalços tristes. Uma criatura a precisar da caridade alheia e da extrema-unção do padre. Mas no fundo, digamos ainda que todo e qualquer mentiroso é um plantador de espinhos e de discórdia onde quer que ande. Um desumano covarde e, que por isso mesmo, não pode ser digno sequer do nosso desprezo ou piedade. E o que dirá do nosso voto. Uma pá de cal como um último tiro de misericórdia nas suas pretensões ignominiosas a envergonhar a própria raça.

O mentiroso por definição e por princípio é um babaca. Um ingênuo. Um abestado testando em si mesmo todo o processo da auto-enganação. Um condenado à masmorra das mentiras que ele próprio criou sob o cinismo e a hipocrisia das suas mãos e gestos.

Diante de todos, é ele próprio, a primeira vítima em potencial do seu veneno. Um literal exemplo do fogo-amigo.
O curioso é como ele consegue acreditar nos seus próprios sentimentos, diante do ludíbrio e da mentira que tanto cria, consome e inventa todos os dias da sua existência?
Esquecendo de que a mentira como todos o sabem, ‘tem perna curta’.
Mas, convenhamos, todo mentiroso é um otimista. Ele consegue acreditar piamente no engodo e na inverdade que ele próprio edifica sob os olhos dos que acreditam em papel Noel. Mas, digamos que o mentiroso é um gentman. Um guardião de todas as invencionices que existem.

Ele é mau e bonzinho a um só tempo na frente de todos. Sorri com a face e trinca os dentes do coração por dentro. O mentiroso é um artista – ator do seu próprio teatro do absurdo. O canastrão da peça que todos os dias ele próprio escreve e encena por si mesmo. Pobre mentiroso que sofrivelmente todo santo dia terá que matar um leão a fim de sustentar a sua farsa. No entanto, vive a duras penas, das suas ilações baratas.

Admiro e tenho pena desses indivíduos. Peso-morto do planeta e da história humana. Todo mentiroso é um algoz de si mesmo. Finge sorrir por fora e sofre por dentro, diante dos desejos que na fogueira das vaidades mais extremas queima seu âmago com se fosse o próprio fogo dos infernos de Dante Alighieri.

O mentiroso é um fenômeno de público. Um recordista. Um visionário. Um covarde. Um bicho perigoso. A que todos deveriam está protegido deste incauto ilusionista da fauna humana e do espetáculo da vida..
O mentiroso no fundo, não consegue viver em paz com seu espírito. O mentiroso sequer consegue ser leal e ser amigo dele próprio. O mentiroso é uma sombra a nos perseguir pelo mundo adentro, onde que andemos ou nos escondemos dos seus tentáculos.
Finge ser bonito e elegante diante dos espelhos. Finge ser rico e forte. Ser um líder político admirado pelo povo. Um palhaço, um artista da desfaçatez. É candidato a tudo menos a ser leal e autêntico consigo mesmo e com nós outros.

O mentiroso é um criminoso – um crápula, algo que se mantém o tempo todo, na contra-mão da história. A marcha-ré dos fatos. Um fantasma teimoso querendo ser coveiro da verdade e da mansuetude da vida.
Meu Deus, mas como mente e como sofre penosamente um mentiroso! Todo mentiroso é fraco e débil. Todo mentiroso é perigoso e ingênuo. Todo mentiroso merece ser enterrado vivo e quando morto ser comido aos pedaços pelos abutres ou pelos vermes da elite – os outros urubus da sociedade, seus amigos -, cuja mentira é um capital, um investimento das bolsa de valores do capitalismo argentário.

A propósito, se você é o suposto mentiroso deste texto, e a carapuça te cabe por direito; pense daqui em diante no que você inventou recentemente e, à guisa de verdade, mesmo sabendo que é mentira – veja finalmente se você não está de fato acreditando demais neste mentira que criaste para si.
No fim da cena, o pano irá cair e você por fim perceberá que nenhuma mentira consegue durar para sempre. A multidão é uma invenção estética da sua mente pródiga. A platéia que você espera te aplaudir com frenesi não passa de uma grande farsa, uma ficção miraculosa. Uma miragem no deserto da tua ilusão mastodôntica. Veja rápido se avalie por dentro porque o tempo urge...

Afinal de contas, nada na vida é para sempre. Tudo o que nasce ou se cria é para morrer qualquer dia. Mas, democraticamente todo mentiroso tem o direito de mentir o que quiser, mas só para si mesmo.

- Pensou? Refletiu sobre a sua mentira escabrosa mais recente?

Agora, só o que te resta é se enforcar com a tua falsa pompa e prepotência na própria corda da tua liberdade que te resta. Mas antes nos diga:

– quanto valerá uma mentira? Qual seu preço? Protagonista supremo da invencionice de um teatro e uma ópera-bufa...
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José Cícero
Secretário de Cultura

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