domingo, 3 de maio de 2015

Equipe da Revista AURORA visita antiga mina de Ametista na serra da Areia

Topo do serrote da Areia de onde se ver toda a região no entorno da Mina
Escavações impressionante na parte superior do serrote
O que restou da roldana utilizada durante as escavações 
Sobre a parede do açude do Mufumbo II
Prof. Luciano Landim nosso guia numa escavação com restos de ametistas
Uma das escavações mais profundas deixadas no local
JC entrevista os herdeiros da propriedade:  família Agripino
Equipe e  guias e mateiro  durante a visita à mina do Mufumbo
Escavações profundas no solo do serrote da Areia
Imagens de algumas pequenas(restos) de pedras  deixadas no local
Uma das muitas escavações superficiais no solo do serrote
Chegada ao mufumbo: JC, L. Domigos, Luciano Landim e seu J. Cazuza
JC e Luiz Domingos no local onde começa as escavações
A equipe de reportagem da Revista Aurora(fotos) participou neste último domingo(03 de maio) de mais uma incursão, desta feita às antigas minas  de Amedistas e esmeraldas, localizadas no serrote da Areia no sítio Mufumbo a cerca de 26 km da cidade de Aurora - CE.
O lugar impressionar não apenas pela beleza conferida por suas matas(em parte ainda intocável) como também pela altura do serrote, mas sobretudo pelos resquícios das escavações no solo pedregoso e piçarrento deixadas pelos exploradores que por ali passaram de os anos oitenta. 
Surgimento da Mina:
De acordo com o senhor José Agripino um dos herdeiros daquelas terras, em entrevista prestada a nossa reportagem 'tudo teve início em fevereiro de 1982 quando um caçado do vizinho  município de Cachoeira dos Índios-PB encontrou por acaso uma pedra reluzente e colorida'. 
A beleza de tal pedra o fez procurar tão logo profissionais que trabalham com ourivesaria, tanto na PB quanto no Ceará. E ambos foram unânime. Disseram-lhe se tratar de fato de uma pedra preciosa do tipo Ametista. 
Domingo vendo escavações
Discretamente, acompanhado de um parente o caçador paraibano voltou no mês seguinte ao serrote da Areia - lugar onde havia encontrado a primeira pedra. E, para sua surpresa, após procurar com mais intensidade terminou encontrando uma nova pedra, por sinal ainda maior. E assim, após retornar para à Paraíba a notícia vazou. 
De repente, como ressaltou o Sr. João, levas de garimpeiros e outros aventureiros adentraram à fronteira de Aurora sendo os primeiros da PB, pessoas do município de Cachoeira e, em seuguida de outras parte do país. 
Gente não somente da PB, mas inclusive do RN, MG e pasmem, até do estado do Pará vieram ao Mufumbo. Conforme os proprietários - houve tempos de chegar ao lugar grupos de 50 a 80 garimpeiros que se entranhavam naqueles matos com ferramentas as mais variadas. Até um trator de grande porte chegaram a levar para escavar o solo do Mufumbo aurorense. Onde ainda hoje é possível enxergar um rastro de destruição no seio da mata. Para tanto, pagavam aos donos, pequenos valores  à guisa de arrendamento por seis, oito e até doze  meses a depender  da quantidade de pedras encontratadas.
ENTREVISTA:
Conforme nos confidenciou um dos herdeiros daquelas terras, 'caixas e caixas lacradas de pedras foram retiradas das minas. "Teve vez até de os carros vir pegar as pedras aqui mesmo", disse. Hoje,  vez por outra ainda aparece alguém de fora disposto a ariscar algumas perfurações nos mais das vezes usando explosivos. 
Mas a procura das grandes levas de gente de fora nos últimos anos diminuíu bastante, enfatizou Agripino que junto com a mãe viúva e mais outro irmão residem à margem do açude no centro da propriedade.  "Muitas pedras ainda se encontram ali debaixo da terra, eu garanto" diz o herdeiros com um misto de alegria e expectativa no rosto. Porque, segundo ele, de onde saiu umas, deve existir muito mais. "O diabo é que não temos condições de escavacar aquele chão pesado pra gente ver de perto e pegar com as mãos toda esta riqueza que tá lá", completou.
JC com o Sr. João Cazuza
Mais ao certo, o que restou foi muita devastação na caatinga... Buracos, rasgos  e valas enormes, resultantes das sucessivas escavações ocorridas sem nenhum critério ambiental durantes as décadas de 80 e 90. Nas montanhas de terras retiradas ainda é possível se encontrar pequenas pedrinhas coloridas, o que bem evidencia que dali foram retiradas muitas outras grandes. O curioso no entanto é pwerceber que tudo isso aconteceu e ninguém na cidade  tomou conhecimento até hoje destas explorações em solo aurorense.
O lugar é de difícil acesso. Não apenas pela vegetação quase fechada e espinhenta que é uma característica da catinga sertaneja, mas perincipalmente, pela distância e marcada por uma subida da serra que em alguns pontos, se apresenta muito íngreme. Além  do mais, o acesso só é possível ser feito a pé. 
Mas uma vez no topo do serrote, onde estão localizadas as escavações da tal mina, a vista é simplesmente espetacular. Sem esquecer o vento agradável quase como um arcondicionado natural como a nos dá as boas-vindas. Do alto é possível contemplar quase toda a região no seu entorno.
Excursões Escolares:
Recentemente estudantes da Escola Leão Sampaio da rede municipal de ensino do distrito de Santa vitória já fizeram excursões e aula de campo no lugar. Uma forma de fazer com que os moradores da região( através dos estudantes) possam de agora em diante conhecer mais um pouco da sua própria história, como também saber das riquezas naturais que o município dispões, explicou o diretor do estabelecimento o prof. Luciano Landim que inclusive, ciceroneou a incursão da equipe da revista Aurora durante a visita.
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JC da redação do Blog de Aurora
Para a revista Aurora.
fotos: JC e Adriano de Sousa Anão

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