quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eleições 2010: Marina como o fiel da balança e o Petismo do “já ganhou” *

Por José CiceroComo é fatídica e patética a arrogância do “já ganhou”. Seja ela utilizada em qualquer situação. E a turma do PT ao que parece não é dada a aprender com as vicissitudes dos acontecimentos da histórica. Sim, porque este clima de eleição fácil já havia ocorrido com o próprio Lula contra Geraldo Alckmin ainda em 2006 quando já comemoravam a vitória no primeiro turno. E a reeleição teve que ser adiada para um embate posterior, ou seja, o segundo turno, quando finalmente Lula garantiu um segundo mandato conquistando pouco mais de 60% dos votos.
Na sua primeira eleição ocorrida em 2002 o presidente-operário abiscoitara cerca de 52,4 milhões de votos. Mas isso foi com o Lula. Com a Dilma são outros quinhentos. Qualquer comparativo é mera falácia dos que teimam em não aprender com a experiência e os exemplos da história.
Ainda, nunca é demais ressaltar que o Lula tinha um verdadeiro patrimônio político: as célebres lutas operárias 79/80, sua votação expressiva por São Paulo, sendo o deputado até então mais votado da história do país. Além de já ter disputado um total de cinco eleições para presidente, chegando a superar até mesmo Rui Barbosa que disputou quatro. Lula tinha, por assim dizer, uma imagem nacional. Coisa que falta a candidata Dilma. Sem esquecer outros importantes atributos pertinentes apenas as grandes lideranças.
Portanto, não havia sentido para toda a celeuma festiva que fizeram como se a vitória já fosse um fato consumado. Certamente não contaram com o carisma, a inteligência e a performance de Marina Silva do PV. Esta sim, caso fosse a candidata do Planalto poderia até se pensar numa vitória em 1º turno.
Podemos somar ao forçamento do segundo turno as fortes e incisivas críticas do Plínio de Arruda Sampaio do PSOL um ex-petista histórico. Além dos escândalos, tudo isso(claro) ajudou a fazer com que a candidata do Lula perdesse votos importantes na reta final. É forçoso colocar igualmente que nos diversos debates midiáticos a Dilma também não se saiu bem. Perdendo claramente para Plínio, Marina e em alguns casos, para Serra. Debates insossos e enfadonhos, diga-se de passagem. Não valendo sequer o sono dos brasileiros, tamanha foi a ausência de propostas qualitativas e discussões críticas e afirmativas. Era como se todos, com exceção do Plínio, tivessem combinados com os demais candidatos e as emissoras.
Neste contexto de fraqueza propositivas podemos incluir, inclusive, os debates para o governo do Ceará que foram ainda mais pífios, vazios e maçantes.
Um outro detalhe que conseguimos vislumbrar nestas eleições, no groso e no varejo, foi o astronômico oportunismo político de muitas lideranças e de outros que nem lideranças o são, mas que mesmo chegando ao poder pelas portas do fundo não largaram as tetas da ‘vaquinha do bem bom’. Alguns chegando ao cúmulo de se declararem “revolucionários, esquerdistas, comunistas, petistas, socialistas e etc e tal - de carteirinhas”.
E como somos uma nação sem memória. A sociedade os absorveu sem maiores problemas. São agora os neo-amiguinhos preferenciais do Lulinha paz e amor... Talvez porque os mesmos são de fato detentores de um poder realmente colossal, sobretudo, financeiro. Porque por estas bandas do país tupiniquim os bens é que fazem os homens de bem(sic).
Mas, e nesta histórica toda onde ficam talvez, os verdadeiros e antigos lutadores pela democracia? Poucos são os que estão com Lula. Nas fotos e nos holofotes pelos menos ninguém os ver. A exemplo da própria Marina, Cristovam, Plínio, Heloísa Helena, João Alfredo e tantos outros pelo Brasil afora. A força do poder e da ganância relegou todos eles aos esquecimentos. Será?
Bom, mas se é verdade que aprendemos à força com os nosso erros... Esperamos ao menos que este axioma possa valer também para os iluminados do PT e seus asseclas anjos de luzes.
Pois cada eleição é um novo momento. De modo que não existe “o já ganhou” numa disputa em que o que está em jogo são os interesses da nação brasileira.
Tudo pode acontecer...
Agora, o racional é que “eles” baixem a bola e vejam finalmente em Marina uma força emergente que, tendo impulsionado a perspectiva de um segundo turno, poderá agora com o seu apóio, decidir efetivamente as eleições de 2010.
Quem viver verá...
(*) José Cícero
Aurora - CE.
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foto: juridicodivino.blogspot.com/

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