quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Ano que se vai... Outro que vem... Por: José Cícero*

Por José Cícero
Não tardará a passar 2013. Como  tantos outros  daqui a pouco será apenas mais  um pedaço do tempo a compor o rol do nosso passado. Tão somente lembranças. Quem sabe agradáveis para uns e, ruins para outros. 
Mas a vida é isso, puro dualismo de gestos e acontecimentos. Uma colcha de retalhos. Uma literal gangorra assinalada pelos altos e baixos. 
O certo é que 2013 está indo embora. Conosco ficarão apenas na memória, os pedaços congelados dos grandes momentos - felizes, trágicos e tremendos! Assim, com o ano que envelhece e morre nós também seguimos o mesmo destino. Posto que também envelhecemos e, haveremos de dá graças aos céus por termos conseguido sobreviver a todos os seus percalços. 
Estamos vivos! E isso, convenhamos não é pouca coisa diante do imponderável. Constituindo-se num valioso presente. Uma vitória. Uma dádiva de Deus. Uma nova chance de melhorarmos. De refazer tudo aquilo que no ano velho fizemos de errado. De mudarmos os nossos rumos. De reavaliarmos nossos valores, gestos e princípios. De apagar equívocos. Enfim, de mudarmos efetivamente por dentro. Aumentando assim, as esperanças que temos na boa nova da vida como igualmente, na melhoria do mundo fraterno e uma vida justa, começando por nós mesmos. 
Com o passar de 2013 temos a sensação de que nos despedimos de um companheiro. De um ente querido, de um amigo do peito... Mas eis que assim é que é a vida. Um acender e apagar de luzes. A arte do encontro sempre marcada pelas intermináveis despedidas. 
Uma prova de que de fato, nada na vida é permanente. Tudo é efêmero, transitório e passageiro. Razão pela qual haveremos todos, de aproveitar ao máximo, todas as oportunidades. Viver o momento com a mais absurda das intensidades. Ser útil ao próximo e ao planeta. Amar tudo, desmedidamente como se fôssemos morrer no dia seguinte. Simplesmente, porque tudo passa invariavelmente... Assim como passam os anos,  os meses, as semanas, os dias, as horas. Enfim, os instantes eternos que tivemos e compartilhamos na companhia de muitas pessoas. 
O tempo é por isso mesmo, deveras implacável, sobretudo para os que não estão tão atentos para sua exiguidade. Os que vivem no mundo como que à passeio...Ou mesmo que se acham tão poderosos que se imaginam eternos e até capazes de comer dinheiro.
Mas o fato é que 2013 está se indo. E como ele, nossos momentos de alegria e de felicidade, mas também as tristezas, as angústias, as desventuras... 
Mas assim é que abrimos espaços  para um novo amanhã possível. Com a perspectiva de uma vida realmente  nova. Uma forma de reacender em nós as esperanças e as utopias de um mundo recheado de grandes possibilidades e confianças.  
Daqui a pouco, 2013 será apenas uma saudade latente batendo forte dentro de nós.  Mas não nos esqueçamos, que todo ano que se finda, há de exigir de nós uma reflexão. Não tem jeito. Todos somos de alguma maneira tocados pela despedida. Porém, assim é que é a vida. E assim ela será para todo o sempre. Um tempo único que mesmo  quando pensamos que se repete ele se renova efetivamente...
Então, que venha logo 2014. Quem sabe coberto de otimismo e de promessas grandiloquentes. Tudo calcado no sol da boa-nova a iluminar o mundo inteiro.
Por fim, todo ano que passa e vai embora fica de alguma forma adormecido dentro de nós. Ao passo que cada ano que nasce é, por assim dizer,  uma criança a exigir de todos um pouco mais  de zelo, afeto, carinho e cuidados. 
De modo que, nenhum ano novo ou ano velho está noutro lugar do cosmo, senão dentro de nós  mesmos. Em fragmentos inolvidáveis de lembranças, saudades e recordações imperecíveis...
Viva então 2013 por tudo que ele nos proporcionou de vivência, conquista e aprendizado. E que vivamos agora como todas as nossas energias, fé e entusiasmo o ano vindouro de 2014. 
Viva, viva!
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* José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo
Aurora - CE.

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