domingo, 9 de setembro de 2012

Pequena reflexão acerca do voto livre e consciente - Por José Cícero

No campo da história política nada até hoje foi tão fundamental e importante para a sociedade quanto a conquista plena da liberdade de expressão, como o direito de puder escolher seus representantes através do voto livre e consciente.

Um direito que, diga-se de passagem, inalienável do povo plenamente assegurado pela nossa jovem democracia(Leia-se Carta Magna), mas que ao contrário do que muitos podem imaginar; não surgiu assim tão fácil, como que da noite para o dia. A instituição do voto popular ora consubstanciado no chamado estado de direito, assim como um instrumento 'consolidador' da democracia não representou uma concessão pura e simples do estado para o conjunto social. Por conseguinte, o direito do cidadão de votar e ser votado como algumas das premissas democráticas contidas na Constituição de 88 foi uma conquista. E não um presente que caiu do céu...

Algo resultante de uma luta ferrenha e destemida do povo contra à ditadura e todos os demais usurpadores do poder. Portanto, uma conquista histórica pela qual, muitos dos que se dispuseram a lutar pelo sonho da democracia brasileira tombaram mortos pelos caminhos. Assassinados que foram pelos sanguinolentos asseclas dos temíveis aparelhos dos militares.

De tal sorte que, o voto, não pode agora por nenhum motivo, ser encarado como algo pequeno e sem valor. O voto é uma arma das mais significantes que, dependendo da forma como for usado (para o bem ou para o mal) pode se voltar contra a própria sociedade. Razão pela qual deverá ser instrumentalizado da melhor forma possível. Pois apenas através do voto livre e consciente será absolutamente possível, além da consolidação da democracia, a construção do futuro já a partir de agora.

Há, portanto, uma grande necessidade de um trabalho social, político-pedagógico no sentido de que as pessoas possam de fato assimilar o imenso papel transformador que possui o voto livre para à construção de uma sociedade mais justa, próspera, desenvolvida e igualitária. Esta campanha de conscientização tem que ser uma força-tarefa compartilhada entre o Estado, a sociedade e, sobretudo a imprensa, além das escolas/universidades e os formadores de opinião...

Quem sabe assim, a sociedade, possa inclusive, fazer a distinção necessária entre a verdadeira política como uma ciência social altamente positiva e producente e a politicagem - esta que só deseduca, humilha e emburrece os cidadãos. Que as pessoas, portanto, não deixem de valorizar seu voto. Não o vendendo, dado que o voto não tem preço. Não votando em branco, bem como não se abstendo de participar de um momento único, decisivo, especial e tão afirmativo da vida política brasileira que são as eleições.

Pelo nível das eleições que se avizinham, estas ponderações hão de ser observadas não apenas para AURORA, assim como para o país inteiro, posto que o desejo da democracia e de melhores dias representa quase uma utopia cívica de uma nação coesa que nunca se entrega. Cidadão do bem...Todos animados por um sonho antigo e que, portanto, não tem fronteira.

Ainda há tempo. Tanto agora, quanto antes e durante o instante de votar urge que se faça uma reflexão no sentido de depositar seu voto com os olhos da consciência postados no presente e no futuro. Mas que também não se possa perder de vista o necessário comparativo do momento atual de avanço ante os desmandos do passado. Não nos esqueçamos que as atitudes que tomamos agora, terão inevitavelmente repercussão no amanhã.

Quem sabe assim possamos mostrar na prática que todos aqueles que um dia deram suas vidas para que hoje pudéssemos desfrutar deste direito, não morreram em vão.

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(*) Prof. José Cícero
Aurora/CE
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