sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um Adeus para Saramago*

Por José CíceroAdeus Saramago!
Poeta libertário, socialista.
Exímio zelador do bom vernáculo português.
Emissário da língua dos deuses...
A receber de nós, pobres mortais
toda honra e toda glória.
Saramago.
Prosador comunista.
Homem do povo.
Vate idealista enchendo a vida de sentido
E de outros significados práticos.
Poeta utópico. Ateu Convicto. Agnóstico.
Pássaro lusitano a construir com gestos plásticos
Sonhos centenários.
E com idéias toda a felicidade possível
em romances adormecidos nas Canárias.
Letras de fogo e de plumas embelezando a vida.
Saramago.
Lítero-guerreiro do além-fronteira por trás-os-montes.
Artesão dos sentimentos mais sentidos.
Pensador inverossímil de todo o existencial fantástico.
Travando sempre com símbolos e com palavras
o bom combate em favor do belo e dos oprimidos.
Pensamento que engrandece tudo o mais que existe.
José Saramago.
Comunista libertário.
Sonhador de um mundo novo.
Prosador profundo, psicológico.
Prosa farta a se derramar entre a fauna humana.
Poética metafísica que não tem mais nome.
Cronista póstumo do inédito.
Profeta visionário do tempo futuro.
Acendedor de candeeiros contra o escuro
pondo fim a ignorância e o absurdo
de tudo o mais que é esdrúxulo, estúpido e ridículo.
Saramago.
Sol de Portugal a se irradiar por todo o mundo.
Jardineiro do planeta exótico.
Pena de ouro escrevendo o inusitado.
Eterno revolucionário, Rosa de Luxemburgo.
Autoexilado nas ilhas Canárias.
Espanha de Cervantes e de Garcia.
Dom Quixote, Sancho Pança lusitano.
Poeta metafórico do belo estro.
Cantando sob os arvoredos espanhóis
Um tango, um fado.
Escrevendo um conto...
Pensando a vida no seu todo e em fragmentos.
Ante o prisma de um poema concreto
E um romance antigo sobre a cegueira em fogo.
Antevendo futuros
em antemanhãs de diálogos consigo mesmo.
Árduo ofício das letras
em que viveu nos altiplanos imperativos
num silêncio profundo e gritos solitários.
Edificando verdades
perante a tessitura cotidiana do verbo humano.
José Saramago.
Mágico protagonista dos livros.
Prêmio Nobel primeiro da nossa língua.
Guerreiro invencível.
Poeta intransigente dos justos.
Granítico evangelho,
segundo a si próprio.
E assim como: o próprio Jesus Cristo.
Escritos - sinônimos do incompreensível.
Saramago.
Poeta íntegro.
Idiomático defensor do que é certo.
Humanista lusitano.
Flor de lótus de Lisboa.
Literatura em carne viva
oxigenando a vida de todos;
Dando luz aos caminhos dos cegos.
José Saramago.
Eterno visionário
Escritor-poeta,
homem do tempo vindouro.
Vivendo para sempre,
com o que disse e escreveu.
José Saramago.
Cidadão do mundo.
(*) José Cíero -
Escritor, Pesquisador e Poeta
Secretário de Cultura
Aurora - CE.
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Foto: da Internet

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