segunda-feira, 4 de maio de 2015

Secretário de Cultura recebe visita do filho do maestro Miguel Fernandes e apresenta projeto de resgate musical

Após a revitalização da banda de música que agora passou a ser municipal e a criação da escola de música maestro Esmerindo Cabrinha a Secretaria de Cultura e Turismo local está empenhada no projeto de  Resgate e Preservação da Memória musical de Aurora. 
O que segundo o secretário da pasta, o prof. José Cícero(foto) objetiva rememorar e preservar através de um resgate documental e imagético parte da história das bandas de músicas que existiram na cidade. Além de maestros e seus integrantes, desde a primeira que se tem notícias - a banda da 'Beneficente'(ABA) do maestro Boaventura  por volta dos anos 30 e 40, depois a da paróquia através do padre França com Miguel Fernandes até os dias atuais. 
Com este propósito o secretário JC vem  conversando com pessoas da época, músicos e maestros que testemunharam o que ele chama da belle époque da verdadeira música aurorense de qualidade. "Creio que é algo fundamental neste tempo no que tange a preservação, sobretudo agora com a tal globalização quando muito se perde do que nosso em favor do que é alienígena. E, em se tratando de música de qualidade principalmente. 1º porque vivemos um crise musical sem precedente, depois poque precisamos cumprir a exigência de se colocar o ensino da música no currículo escola. Então nada melhor do que começar com a nossa", ponderou.
Um dos primeiros entrevistados foi o Sr. Gonzaga Alfaiate que foi clarinetista e compôs a primeira formação da antiga banda da beneficente. O mesmo conviveu de perto com todos os maestros e músicos que passaram por Aurora.
Depois,  o entrevistado foi um dos artistas mais polivalentes do município, o José Simplício que fez parte da formação inicial da banda criada ainda pelo padre Franca e o maestro o tenente da PM Miguel Fernandes que, inclusive dirigia a banda da PM de Fortaleza e era filho da terra. Além de Aurora, Miguel Fernandes também ajudou a criar as bandas de Iguatu e Acopiara. É de autoria do mesmo a composição do hino original do município(letra e música) composto por volta dos anos 70. E que até hoje se encontrava esquecido no mais completo anonimato. 
O que veio à tona agora com a insistência da secretaria, vez que o mesmo foi descoberto nos arquivos sonoros do música Zé Simplício em fita K-7. Mesmo com seu  áudio comprometido pelo tempo é possível notar a beleza da composição do dobrado gravado pela famosa banda da PM da capital. Outra relíquia é a gravação do hino em duas versões, ou seja, instrumental e outra com a voz do próprio maestro Fernandes.A ideia é reeditar toda a composição e assim regravá-la para que  os aurorenses possam conhecer tal maravilha, disse o secretário. Para tanto, irá conversar em breve com o prefeito Adailton Macedo e  o atual maestro da banda municipal Damião Tavares, sobre a inciativa. 
Porém o projeto não se resume apenas no resgate do 1º  hino de Aurora, mas na culminância da iniciativa, ou seja, o lançamento de uma coletânea em formato de CD contendo todos as músicas(dobrados e afins) de autoria de músicos da terra ou que fizeram parte das várias formações das bandas(da beneficente e Sr. Menino Deus), a exemplo de Miguel Fernandes e Esmerindo Cabrinha, dentro outros.
Em meados dos anos 70 o maestro Miguel em parceira com o também músico da PM Orlandinho gravou um compacto contendo duas composições:  Criança do meu mundo e outra sobre o Rio Salgado. Há quem diga, inclusive, que tais composições foram recentemente utilizadas por alguém que as regravou, talvez acreditando no esquecimento, publicou no trabalho se dizendo o autor.
VISITA à sede da Secult-Aurora:
Na manhã desta última segunda-feira(4) o secretário José Cícero recebeu na sede da Secult um dos filhos do famoso maestro Miguel Fernandes - o Sr. Edmundo Leite, residente em Fortaleza que nestes dias esteve em Aurora visitando seus parentes. Na ocasião, o secretário explicou para o mesmo os detalhes do projeto, assim como solicitou-lhe o envio de mais  informações e imagens  da época  sobre o maestro e a banda. 
Bastante entusiasmado pela proposta, o Sr. Edmundo(nas fotos de camiseta verde) aquiesceu com a contribuição familiar se dizendo honrado por saber que o seu pai receberá tal homenagem póstuma. No final, acompanhado do secretários e de outros parentes o filho do maestro Miguel visitou todo os acervo e a exposição de arte e história  contido na secretaria de cultura do município .
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Da Redação do Blog de Aurora e da Secult.
fotos; JP Batista  . 

domingo, 3 de maio de 2015

Equipe da Revista AURORA visita antiga mina de Ametista na serra da Areia

Topo do serrote da Areia de onde se ver toda a região no entorno da Mina
Escavações impressionante na parte superior do serrote
O que restou da roldana utilizada durante as escavações 
Sobre a parede do açude do Mufumbo II
Prof. Luciano Landim nosso guia numa escavação com restos de ametistas
Uma das escavações mais profundas deixadas no local
JC entrevista os herdeiros da propriedade:  família Agripino
Equipe e  guias e mateiro  durante a visita à mina do Mufumbo
Escavações profundas no solo do serrote da Areia
Imagens de algumas pequenas(restos) de pedras  deixadas no local
Uma das muitas escavações superficiais no solo do serrote
Chegada ao mufumbo: JC, L. Domigos, Luciano Landim e seu J. Cazuza
JC e Luiz Domingos no local onde começa as escavações
A equipe de reportagem da Revista Aurora(fotos) participou neste último domingo(03 de maio) de mais uma incursão, desta feita às antigas minas  de Amedistas e esmeraldas, localizadas no serrote da Areia no sítio Mufumbo a cerca de 26 km da cidade de Aurora - CE.
O lugar impressionar não apenas pela beleza conferida por suas matas(em parte ainda intocável) como também pela altura do serrote, mas sobretudo pelos resquícios das escavações no solo pedregoso e piçarrento deixadas pelos exploradores que por ali passaram de os anos oitenta. 
Surgimento da Mina:
De acordo com o senhor José Agripino um dos herdeiros daquelas terras, em entrevista prestada a nossa reportagem 'tudo teve início em fevereiro de 1982 quando um caçado do vizinho  município de Cachoeira dos Índios-PB encontrou por acaso uma pedra reluzente e colorida'. 
A beleza de tal pedra o fez procurar tão logo profissionais que trabalham com ourivesaria, tanto na PB quanto no Ceará. E ambos foram unânime. Disseram-lhe se tratar de fato de uma pedra preciosa do tipo Ametista. 
Domingo vendo escavações
Discretamente, acompanhado de um parente o caçador paraibano voltou no mês seguinte ao serrote da Areia - lugar onde havia encontrado a primeira pedra. E, para sua surpresa, após procurar com mais intensidade terminou encontrando uma nova pedra, por sinal ainda maior. E assim, após retornar para à Paraíba a notícia vazou. 
De repente, como ressaltou o Sr. João, levas de garimpeiros e outros aventureiros adentraram à fronteira de Aurora sendo os primeiros da PB, pessoas do município de Cachoeira e, em seuguida de outras parte do país. 
Gente não somente da PB, mas inclusive do RN, MG e pasmem, até do estado do Pará vieram ao Mufumbo. Conforme os proprietários - houve tempos de chegar ao lugar grupos de 50 a 80 garimpeiros que se entranhavam naqueles matos com ferramentas as mais variadas. Até um trator de grande porte chegaram a levar para escavar o solo do Mufumbo aurorense. Onde ainda hoje é possível enxergar um rastro de destruição no seio da mata. Para tanto, pagavam aos donos, pequenos valores  à guisa de arrendamento por seis, oito e até doze  meses a depender  da quantidade de pedras encontratadas.
ENTREVISTA:
Conforme nos confidenciou um dos herdeiros daquelas terras, 'caixas e caixas lacradas de pedras foram retiradas das minas. "Teve vez até de os carros vir pegar as pedras aqui mesmo", disse. Hoje,  vez por outra ainda aparece alguém de fora disposto a ariscar algumas perfurações nos mais das vezes usando explosivos. 
Mas a procura das grandes levas de gente de fora nos últimos anos diminuíu bastante, enfatizou Agripino que junto com a mãe viúva e mais outro irmão residem à margem do açude no centro da propriedade.  "Muitas pedras ainda se encontram ali debaixo da terra, eu garanto" diz o herdeiros com um misto de alegria e expectativa no rosto. Porque, segundo ele, de onde saiu umas, deve existir muito mais. "O diabo é que não temos condições de escavacar aquele chão pesado pra gente ver de perto e pegar com as mãos toda esta riqueza que tá lá", completou.
JC com o Sr. João Cazuza
Mais ao certo, o que restou foi muita devastação na caatinga... Buracos, rasgos  e valas enormes, resultantes das sucessivas escavações ocorridas sem nenhum critério ambiental durantes as décadas de 80 e 90. Nas montanhas de terras retiradas ainda é possível se encontrar pequenas pedrinhas coloridas, o que bem evidencia que dali foram retiradas muitas outras grandes. O curioso no entanto é pwerceber que tudo isso aconteceu e ninguém na cidade  tomou conhecimento até hoje destas explorações em solo aurorense.
O lugar é de difícil acesso. Não apenas pela vegetação quase fechada e espinhenta que é uma característica da catinga sertaneja, mas perincipalmente, pela distância e marcada por uma subida da serra que em alguns pontos, se apresenta muito íngreme. Além  do mais, o acesso só é possível ser feito a pé. 
Mas uma vez no topo do serrote, onde estão localizadas as escavações da tal mina, a vista é simplesmente espetacular. Sem esquecer o vento agradável quase como um arcondicionado natural como a nos dá as boas-vindas. Do alto é possível contemplar quase toda a região no seu entorno.
Excursões Escolares:
Recentemente estudantes da Escola Leão Sampaio da rede municipal de ensino do distrito de Santa vitória já fizeram excursões e aula de campo no lugar. Uma forma de fazer com que os moradores da região( através dos estudantes) possam de agora em diante conhecer mais um pouco da sua própria história, como também saber das riquezas naturais que o município dispões, explicou o diretor do estabelecimento o prof. Luciano Landim que inclusive, ciceroneou a incursão da equipe da revista Aurora durante a visita.
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JC da redação do Blog de Aurora
Para a revista Aurora.
fotos: JC e Adriano de Sousa Anão

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1º DE MAIO: DIA DO TRABALHO O QUE TEMOS A COMEMORAR?*

Por José Cícero
de maio dia do(a) trabalhador(a). Uma data cuja simbologia vai muito além dos conceitos simplórios meramente comemorativos em que a classe trabalhadora do mundo inteiro se debruça acerca do seu papel transformador ao longo da história. Um momento especial em que, muito mais que uma comemoração, urge que se faça uma reflexão profunda sobre os atuais desdobramentos de suas lutas cotidianas, reveses e conquistas.
O que em se tratando de Brasil, convenhamos, não há muito a se comemorar – notadamente agora quando a sociedade brasileira se ver diante de uma situação triste e vexatória, quase sem nenhum paralelo na sua história recente. E o mais incrível é saber que estamos (des)governado por um partido que se diz dos trabalhadores e, ainda por cima, de esquerda. Principalmente quando nos encontramos diante de um processo acelerado de recessão, de longe, a maior das últimas décadas. Agravada pelos menores níveis de confiança, de emprego, ética e economia desde o governo Collor. Sim, Collor, aquele que sofrera Impeachment por um ‘deslize’ que, comparado aos atuais escândalos de corrupção foi, por assim dizer; 'café pequeno'. Impeachment que, aliás, agora mesmo, os apaniguados do poder querem em vão nos fazer acreditar que se tratar de um golpe. 
Temos um país potencialmente rico(em vários aspectos), mas que infelizmente está sendo assaltado por uma verdadeira horda de mal feitores que se apropriaram de uma jovem democracia política para sugar as economias e as riquezas produzidas pelos trabalhadores que eles fingem representar. Razão porque neste dia 1º de maio é fato;. Não há muito a se comemorar...
Porém, há razões de sobra para se indignar. Repensar o que fizemos e o que haveremos de fazer daqui para frente para que se possa assegurar, além de uma democracias verdadeiramente popular, um futuro mais digno e sustentável para a nação que haveremos de deixar aos nossos filhos.
Gozado: Pela primeira vez na história, desde os militares, um presidente deixou de falar em cadeia nacional aos brasileiros neste dia simbólico. O mais estranho é saber que este tal governo se diz representante dos trabalhadores. Contudo, para quem fez o que fez com a classe que sustenta este país não se podia esperar outra atitude que não a omissão e o medo. Para quem dia após dia vem sacrificando o trabalhador, arrochando salários, aumentando impostos, combustíveis e desempregos, destruindo benefícios sociais históricos e direitos trabalhistas não se deve esperar mais nada, que não seja o aprimoramento da maldade extrema.
E para piorar um pouco mais, neste dia do trabalho ainda tentam a todo custo no congresso aprovar à toque de caixa o tal PL da Terceirização que representa o tiro de misericórdia no peito do povo trabalhador brasileiro.
Uma iniciativa que tem como objetivo beneficiar uma vez mais os poderosos empresários e que só aprofunda a precarização das relações do trabalho em desfavor do trabalhador. 
Que neste dia do trabalho, portanto, todos possam, por fim, refletir um pouco mais sobre a dura realidade que ora pesa sobre a vida do pais. E assim, identificar quem são os verdadeiros inimigos da pátria. Mas sem nunca desistir do sonho possível de um Brasil melhor. Sem nunca se dá ao desânimo de que é necessário lutar sempre na perspectiva do recomeço.
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José Cícero
Aurora – CE
foto ilustrativa: .http://www.rb.am.br/wp-content/uploads/2015/04/tvantiga1.jpg

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